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A Humanidade Perdida?!?

Cristóvão Oliveira | Professor e Apicultor

Fugindo um pouco do tema principal que costumo abordar, mas decerto compreenderão que tudo está interligado. A Humanidade tem forçosamente de mudar… ontem se possível, porque o amanhã pode ser tarde demais.

Estamos num pico bastante alto de CO2, o mais alto que se conhece em muitos milhares de anos, pelo menos pelos estudos possíveis de eras longínquas. Referem-se eras glaciares antigas e concentrações de CO2 similares, mas evita-se comparar a aceleração do mesmo acontecer, mas a diferença de velocidades muda tudo.

Os efeitos nocivos na natureza, estão na cara, e é impossível negá-los. Ao longo dos últimos 20 anos (segundo os meus registos apícolas pessoais) consigo verificar esses efeitos e consequências.

As curvas apresentadas pelos vários estudos de centros de investigação e outros de observação da natureza assemelham-se a retas ascendentes exponenciais. De uma forma ou de outra todos falam nisso, no entanto as mudanças reais tardam a acontecer ou nem são abordadas.

De uma forma cómica, culpamos as vacas (quando haviam imensas manadas de animais ruminantes selvagens no antigamente). Lembro que nesta época do COVID-19, as vacas não deixaram de deitar gás, mas vejamos as alterações na natureza devido ao nosso confinamento.

Há quem culpe o capitalismo, quando somos nós os consumidores do produto desse capitalismo.

O que podemos fazer? Talvez usar menos combustíveis fósseis, é sem dúvida o primeiro passo, mas sem alternativas viáveis, é difícil. Reduzir para metade este ponto e também usar metade do plástico e do papel ajudaria imensamente, no entanto, mais uma vez, a humanidade precisa de uma alternativa. As alterações drásticas não estão na nossa natureza.

Outra fonte poluente muito forte é a queima de carvão para produção de energia elétrica. Dizem os estudos que deve ser abolida no máximo em 5 anos. Será verdade? Volto a questionar as alternativas viáveis.

Resta-nos tentar cada um na sua: consumir menos água por dia cuja origem advém do gasto de energias fósseis; consumir menos gás e usar eletricidade de energias mais limpas na sua produção (para onde foi a ajuda do governo para essa alteração?); a comida produzida por nós também ajuda.

Ainda assim sinto claramente não ser o suficiente. Aguardo ansiosamente que saia para o mercado um veículo elétrico que não absorva na sua compra todo o esforço que promove na sua vida útil. Separar o lixo é importante, reciclar, muitas vezes após reutilizar, mas isto não é suficiente, pois aquela tal fábrica continua a funcionar.

 

Cristóvão Oliveira

apibeiras@gmail.com

Edição 120, 13 de junho de 2020

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