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Área de souto no concelho duplica

Superfície de castanheiros passou de 150 para 300 hectares em oito anos

A área total de castanheiros no Concelho de Aguiar da Beira aumentou para o dobro. A conclusão é da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que fez o levantamento para o estudo final que está a elaborar no âmbito do protocolo do Centro de Interpretação Vivo do Castanheiro e da Castanha (CIVCC) de Aguiar da Beira.

“Em 2011 estavam registados 150 hectares de terreno com castanheiros. Estima-se que, atualmente, existam cerca de 300 hectares de área de souto”, revelou Diogo Oliveira, no 22º dia aberto do CIVCC, que se realizou a 7 do corrente mês, em Fontearcadinha, entre o pavilhão multiusos e o campo de demonstração.

O engenheiro da UTAD e responsável pelo estudo disse ainda que a área média dos soutos também cresceu, sendo agora de 1,5 hectares.

A jornada técnica, que foi a última prevista no programa do protocolo, foi dirigida pelos professores da UTAD e reuniu mais de meia centena de produtores de castanha aguiarenses, que ficaram a conhecer as multifuncionalidades do castanheiro, nomeadamente na produção de cogumelos, e a problemática da podridão na castanha, que este ano afetou algumas regiões do norte do país.

Na visita ao campo de demonstração do CIVCC, José Laranjo, professor da UTAD, recordou o processo de plantação de castanheiros nesse terreno que era de pinhal e a importância do espaço experimental para que no futuro possa sair dali a melhor enxertia da castanha martainha (variedade mais comum no concelho).

Os dias abertos são uma das atividades decorrentes do protocolo de cooperação entre o Município de Aguiar da Beira, a UTAD, União de Freguesias Aguiar da Beira e Coruche e a empresa ArvoFruti para o desenvolvimento do CIVCC. A parceria foi iniciada em 2015 e terminava no final deste mês, mas será prolongada até julho do próximo ano, altura em que será apresentado o estudo final da cultura do castanheiro e da castanha no concelho.

Município “abre a porta” à continuidade do protocolo do CIVCC

No 22º dia aberto do CIVCC, o presidente da Câmara Municipal de Aguiar da Beira realçou a importância do protocolo para a evolução da cultura do castanheiro e da castanha no concelho e desafiou as entidades parceiras – UTAD, União de Freguesias Aguiar da Beira e Coruche e ArvoFruti, juntamente com a Associação AguiarCast – a continuar o projeto.

“É evidente o trabalho conseguido na produção de castanha nos últimos cinco anos deste protocolo. Quando iniciámos este trabalho não tínhamos informação científica, os produtores desconheciam alguns métodos e a cultura do castanheiro e da castanha no concelho não era valorizada. Atualmente, a perspetiva é diferente, as áreas de souto e os produtores aumentaram e estão mais capacitados e o setor é visto como rentável. Se os produtores e as entidades envolvidas tiverem interesse em continuar este trabalho qualitativo e de valorização nesta região de Denominação de Origem Protegida (DOP) Soutos da Lapa, o município dará o seu contributo”, afirmou Joaquim Bonifácio.

Também o presidente da AguiarCast, associação que surgiu do protocolo CIVCC, realçou a “nova dinâmica” do setor. Fernando Mendes considerou “importante o contributo do CIVCC para a organização do setor e para o aumento da produção da castanha, que passou a ser vista, de forma mais séria, como fonte de rendimento”.

A abertura para prolongar o protocolo foi ainda manifestada pelas entidades parceiras do CIVCC, que reconheceram o trabalho benéfico que foi feito para evolução e organização do setor.

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