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Aguiar da Beira é o 123º município mais sustentável do país

Nenhum concelho da CIMVDL nem do Distrito da Guarda consta da lista dos 30 melhores posicionados no Rating Municipal Português. Lisboa lidera o ranking em que Celorico da Beira é o pior

A Ordem dos Economistas lançou, a 7 de maio passado, o Rating Municipal Português (RPM) que coloca o Município de Aguiar da Beira na primeira metade da tabela dos concelhos portugueses mais sustentáveis, na posição 123 em 308 municípios. Em 2016 era 108º. A nível regional, o concelho é o 6º melhor classificado da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões (CIMVDL) e o 4º do Distrito da Guarda.

O estudo é um modelo integrado de avaliação dos municípios portugueses em 25 indicadores ponderados, reunidos em quatro dimensões principais: governação, eficiência da câmara municipal (serviços prestados ao cidadão), desenvolvimento económico e social e sustentabilidade financeira.

No ranking geral da sustentabilidade, Aguiar da Beira ocupa o 123º lugar, enquanto que ao nível da governação municipal é 40º melhor. No que respeita aos serviços prestados ao cidadão cai para o 190º da tabela, assim como no desenvolvimento económico e social. Na dimensão da sustentabilidade financeira, a autarquia aguiarense é a 62ª classificada.

Para a análise da governação contribuíram, por exemplo, fatores como o envolvimento da população nos atos cívicos ou a estabilidade política. Já nos serviços à população foram analisados os resíduos urbanos, as fontes hídricas e o seu uso ou desperdício, os transportes públicos, os beneficiários de pensões ou o número de habitantes por médico. Para o desenvolvimento económico e social contribuíram a variação da população, a percentagem de estudantes, o valor acrescentado das empresas, a taxa de desemprego ou o poder de compra per capita. Na sustentabilidade financeira foi tido em conta a eficiência e a flexibilidade financeira, a dívida e a renovação e manutenção de ativos.

Lisboa é avaliado como o município mais sustentável do país, destacando-se ainda o Porto que saltou 15 lugares para a 2ª posição e Oeiras o 3º da lista. No fundo da tabela estão, sobretudo, municípios do interior, como Celorico da Beira a ocupar a última posição, seguindo-se Góis e Alijó.

Uma das conclusões revelada pelo estudo é que os maiores níveis de sustentabilidade foram detetados nos municípios do litoral, de maior e média dimensão, como foi o caso do “top” 30. Ao invés, os 20 municípios menos sustentáveis são pequenos e do interior do país.

O mau posicionamento dos pequenos municípios deve-se a “características intrínsecas” que apresentam, como a “inexistência de meios, de recursos humanos e financeiros, que potenciem um bom serviço aos cidadãos e investimento público”, segundo Paulo Caldas, coordenador do estudo.

O economista considerou que, a partir da análise do RMP, um município “tem de ter uma dimensão mínima para prover com qualidade serviços aos munícipes e também para poder fazer investimentos estruturais”, aumentando os níveis de sustentabilidade do município.

Nesse sentido, defende que estes municípios cooperem estrategicamente entre si e não através da fusão de autarquias. “Os municípios com continuidade geográfica, integrados na mesma comunidade intermunicipal não só devem cooperar estrategicamente para reduzir custos, mas também para servir com qualidade a população”, remata Paulo Caldas.

CIMVDL
# MUNICÍPIO
34.º Oliveira de Frades
36.º Tondela
46.º Viseu
71.º Mangualde
114.º Penalva do Castelo
123.º AGUIAR DA BEIRA
142.º Vouzela
158.º São Pedro do Sul
167.º Sátão
174.º Carregal do Sal
210.º Castro Daire
220.º Vila Nova de Paiva
236.º Santa Comba Dão
250.º Nelas

 

DISTRITO DA GUARDA
# MUNICÍPIO
72.º Trancoso
87.º Gouveia
110.º Guarda
123.º AGUIAR DA BEIRA
132.º Almeida
143.º Vila Nova de Foz Côa
146.º Sabugal
153.º Manteigas
160.º Pinhel
170.º Mêda
277.º Seia
297.º Figueira de Castelo Rodrigo
301.º Fornos de Algodres
308.º Celorico da Beira
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