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Covid-19: Aguiar da Beira continua em estado de alerta

Concelho continua sem casos ativos de Covid-19. Número de infetados em Portugal já ultrapassa os 51 mil e a
doença provocou já mais de 1.700 mortos. Mundo conta mais de 18 milhões de casos positivos e 700 mil óbitos
devido ao novo coronavírus

A Câmara Municipal de Aguiar da Beira prorrogou o estado de alerta até ao próximo dia 14 de agosto, no âmbito das medidas de prevenção e contenção da propagação da covid-19. A decisão foi tomada com base na resolução do Conselho de Ministros extraordinário de 30 de julho passado que considerou manter a situação de alerta em todo o território nacional continental até à mesma data.

Segundo o despacho assinado pelo presidente da autarquia, Joaquim Bonifácio, “a concentração de pessoas continua limitada ao máximo de 20 indivíduos”, não sendo “consideradas concentrações de pessoas nos eventos de natureza cultural, desde que cumpram determinadas regras”. Mantém-se ainda a proibição de “consumo de bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre de acesso ao público e em vias públicas, excetuando-se os espaços exteriores dos estabelecimentos de restauração e bebidas devidamente licenciados para o efeito”, bem como, entre outras obrigatoriedades, o uso de máscara de proteção em espaços fechados.

O Concelho de Aguiar da Beira está, desde maio, sem casos ativos de SARS-CoV-2. A primeira (e única até à data) pessoa infetada pelo novo coronavírus natural e residente no território de Aguiar da Beira revelou-se assintomática e está recuperada.

Das centenas de pessoas residentes ou a trabalhar no concelho que, por razões de suspeita de estarem infetadas ou profissionais, foram submetidas ao teste Covid-19, mais nenhuma acusou positivo.

O CLDS 4G Aguiar no Coração, coordenado pelo Centro Social de Dornelas, continua a sensibilizar a população para o cumprimento das regras de proteção para prevenir o contágio, nomeadamente através da desinfeção das mãos, distanciamento físico e do uso de máscara.

Na região, o distrito de Viseu, do qual fazem parte 14 municípios que formam o Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões (no qual se inclui o Concelho de Aguiar da Beira), regista mais de 700 casos positivos, sensivelmente 40 mortos e perto de 600 recuperados da Covid-19. Cinfães, Viseu e Castro Daire destacam-se com mais de uma centena de casos cada um. Só São João da Pesqueira e Tarouca continuam a não ter casos da Covid-19.

Na área de influência da autoridade de saúde pública da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda (que compreende 13 municípios do distrito da Guarda, à exceção de Aguiar da Beira), o número de infetados subiu para três centenas e o número de óbitos por coronavírus manteve-se nos 16, contabilizando ainda cerca de 250 recuperados da doença na área da ULS Guarda.

 

Portugal regista primeiro dia sem mortes desde março e PIB tem queda histórica

3 de agosto fica marcado como o primeiro dia sem óbitos por covid-19 desde 16 de março, data em que foi registada em Portugal a primeira morte pela doença. Desde o início de julho que o número semanal de casos tem descido. No país, os números da pandemia já contabilizam mais de 1.700 mortos e mais de 51.500 casos confirmados desde março, num total superior a 37 mil doentes recuperados.

Lisboa e Vale do Tejo é a região mais afetada, conta com cerca de 26.500 casos e mais de 600 mortes, seguindo-se Norte (18.816, 829), Centro (4.475, 252), Algarve (901, 15) e Alentejo (746, 22). Nas ilhas, Madeira e Açores registam 117 e 169 casos, sendo que apenas no segundo se observaram vítimas mortais (15).

A pandemia continua também a agravar a situação económica. Portugal sofreu a quarta maior queda do produto interno bruto (PIB) na zona euro, com uma contração de 16,5% no trimestre do confinamento e do estado de emergência, comparativamente ao segundo trimestre de 2019. Face ao primeiro trimestre deste ano a quebra foi de 14,1%. Uma queda histórica.

Mês e meio após a apresentação da proposta de orçamento suplementar, a previsão feita nesse documento pelo governo de uma contração da economia de 6,9% em 2020 passou a ser, a partir destes dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística, um cenário praticamente impossível de se concretizar.

Na comparação com os parceiros da zona euro, Portugal surge pior do que a média. Pior só a Espanha, com um tombo de 22,1% no segundo trimestre face ao período homólogo e 18,5% contra o trimestre anterior; França com uma quebra homóloga do PIB de 19% (13,8% face ao trimestre anterior) e a Itália com uma contração no mesmo trimestre de 17,3% (12,4% face ao primeiro trimestre).

No seu conjunto, a economia do espaço da moeda única deu um tombo de 15%.

 

Mais de 18 milhões de infetados e 700 mil mortos no mundo

Os números da pandemia continuam a aumentar no mundo e o valor recorde já foi ultrapassado recentemente por várias vezes. Desde meados de julho que o número de novos casos é persistentemente superior a 200 mil por dia, tendo passado os 300 mil casos no dia 23 de julho.

No global, o novo coronavírus já infetou mais de 18 milhões de pessoas e provocou cerca de 700 mil vítimas mortais, em 188 países, desde o início da epidemia, segundo números do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças. Há agora sensivelmente 11 milhões de recuperados da covid-19.

A América é o continente mais afetado pelo surto, com mais de metade dos casos reportados desde janeiro de 2020. Estados Unidos são, destacadamente, o país com mais casos confirmados: cerca de cinco milhões, seguindo-se o Brasil, com mais de 2,7 milhões de infetados, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, entretanto já recuperado. A Índia é o país da Ásia com pior registo, em números já ultrapassa os 1,8 milhões de casos positivos. Rússia (mais de 850 mil), Reino Unido (mais de 300 mil), Espanha (perto de 300 mil) e Itália (sensivelmente 248 mil) ocupam as primeiras posições europeias, em valores absolutos. Portugal aparece no 44º lugar da tabela. África de Sul é o país mais afetado do continente africano e 5º a nível mundial com mais de 500 mil infetados.

Ao nível de óbitos registados pela covid-19, os Estados Unidos da América e o Brasil também lideram a tabela mundial, com mais de 155 mil e 94 mil mortos, aparecendo depois o México com mais 48 mil óbitos. Reino Unido (4º) com mais de 46 mil e Itália (6º) com mais de 35 mil, são os países europeus com mais mortes. No continente asiático, a Índia (5º) conta com cerca de 39 mil e o Irão (10º) cerca de 17,5 mil. Portugal surge na 35ª posição desta lista de 210 países.

As mortes europeias e americanas pesam 92% do total mundial. 70% das mortes estão concentradas em seis países: Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, México, Itália, França e Espanha.

A propagação do surto, a nível global, não mostra sinais de abrandamento e o número de casos positivos ainda está em pleno crescimento exponencial.

Até ao momento, ainda não existe nenhuma vacina ou tratamento oficial. De todo o mundo chegam informações sobre avanços ao nível da vacina (e outros tratamentos), mas nada ainda é oficial. No início deste mês a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o facto de nunca poder vir a existir uma “panaceia” (tratamento, solução) para o vírus. Por outro lado, a Rússia revelou que vai começar a vacinar em massa daqui a um mês. O Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamalei, que está a desenvolver a vacina para combater a covid-19, já terminou os ensaios clínicos e vai agora avançar para a fase de registo.

 

Edição 122, 8 de agosto

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